Barcos e cidadeAlentejoTurismo,pt

Sines

À beira mar plantada; do céu inspira-se o azul e vislumbra-se a sua saia rodada: a baía. No alto da falésia cusca o infinito e deslumbra para lá do horizonte.
Aldeia refletida em lago

Santa Clara-a-Velha

Singela e meio envergonhada integra a paisagem quase incógnita ao transeunte das estradas adjacentes. Um não  sei porquê, ou talvez um reflexo que evidenciou a existência de água, guiou-me os passos e permitiu o deslumbre do meu olhar.
Torre

Barragem de Santa Clara

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A poucos quilómetros a aldeia de Santa Clara-a-Velha, a barragem é um ponto turístico a não perder. A sua grandiosidade é impressionante. Ladeada por uma deslumbrante paisagem serrana acolhe-nos no seio dos seus recantos e ilhéus.
Igreja branca

Santa Barbara de Padrões

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Calma, simpática, charmosa e afável recebe-nos numa simpática praça: o centro da aldeia. O local onde se sabe os azares da vizinhança (imagino eu- sendo esta uma aldeia tipicamente alentejana).
Pé de vinha em frente a casa.

Rolão

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A localidade é linda: um branco caiado na planície alentejana. Ao raiar da madrugada já se ouvem os primeiros acordes da Rádio Castrense enquanto se responde às lides do viver no monte e no interior alentejano.
Casa com barras azuis e pote

Guerreiro

Na minha viagem, foi o branco que quebrou as linhas do infinito cobertas a folha de ouro. Não há foto que faça jus ao brilho do nosso olhar. A cal, as cores oca, o lavadouro comunitário (ainda utilizado) aguardam-nos na visita ao povoado. A limpeza, a calma e a simplicidade acompanham-nos o andar. Um Alentejo por desbravar.
Casa com porta castanha e barras azuis.

Geraldos

Lá prós lados de Castro Verde, existe um pequeno povoado… Não; lá prós lados de Castro Verde existe um Monte - sendo que Monte é menos que aldeia; pode englobar uma ou muitas casas; isola-se de tudo e ninguém os percebe muito bem; os Montes resistem aos tempos que o tempo é tudo o que têm.
Homens com guitarra campaniça. no palco.

Trio campaniça

É impossível não amar: num afeto sorridente (brincalhão e atrevido) escrevem as memórias dos mais velhos no presente de uma juventude que as orgulha e gosta; aferindo-lhe o anseio do saber e muito mais. Pela mão do seu mentor (Pedro Mestre) recuperam tudo o que distingue, ao longo dos tempos, o Ser alentejano do Ser de qualquer outro lugar do mundo.
Homens a beber, comer e cantar.

Cante ao baldão

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Com desculpas” esfarrapadas” (“estou rouco”; “constipado”; “se calhar até nem canto”… ) e tossindo entre o pigarreio, os homens (Mariana- antiga taberneira- é a única mulher que se senta à mesa e integra o cante) vão-se ajeitando em volta de uma mesa.
Um homem com saxofone e outro com acordeão.

Rota das Tabernas

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O evento transporta-nos à ceifa, à monda, aos serões… integra-nos num Alentejo sem TV ou outras tecnologias- um Alentejo de cante e de petiscos; cujo sabor se perpetua na memória dos que o vivenciaram.