• Lince-Ibérico (Lynx pardinus)

    O felino no Alentejo

    Lince-Ibérico (Lynx pardinus)
Lince_ibérico (Lynx pardinus); Alentejo; Portugal; AlentejoTurismo

Lince-ibérico (Lynx pardinus); (Carlos Nunes – www.cnfoto.pt)

Lince-ibérico (Lynx pardinus)

Quase extinto no séc. XX, o lince-ibérico (Lynx pardinus) encontra-se em recuperação, apesar de ainda ser considerado o felino mais ameaçado do mundo e  “Criticamente em Perigo”, em Portugal.

O Programa de Reintrodução Ibérico e recentemente o projeto LynxConnect inverteu o caminho da extinção e, são cerca de 140 linces numa zona com perto de 500 quilómetros quadrados (50.000 hectares), que vivem nos concelhos alentejanos de Serpa, Mértola, Castro Verde e Alcoutim.




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Lince-ibérico (Carlos Nunes – www.cnfoto.pt)

Características do Lince-ibérico (Lynx pardinus)

  • Pernas longas;
  • cauda curta:
  • colar de pelo que se assemelha a uma barba, pelagem castanho-amarelado salpicada de pintas e manchas negras;
  • os membros são relativamente longos e robustos, e apresentam quatro garras retrácteis em cada pata, com as quais estes animais conseguem perseguir e capturar as suas presas, com relativa facilidade.
  • as orelhas apresentam um formato triangular com tufos verticais de pelo negro, em forma de pincéis, nas extremidade;
  • a dentição, é de um carnívoro com caninos capazes de matar e rasgar a carne para alimentação, molares usados para separar e triturar grandes bocados de carne e incisivos pequenos.
  • podem medir entre 85 a 100 cm de comprimento, 40 a 50 cm de altura e pesar entre 9 a 15 Kg.

Linces-ibéricos famosos

  • Lince 1

    Nossa: a primeira cria a nascer no Vale do Guadiana! Filha do casal que estreou esta zona de reintrodução – Jacarandá e Katmandú – Nossa foi a primeira cria de lince nascida em liberdade. O lince volta a nascer em Portugal!

  • Lince 2

    Karmandú: macho, nascido em 2013, no Centro de Reprodução Espanhol “Zarza de Granadilla”. Conhecido por “el matador”, Katmandú tornou-se um especialista na caça de espécies de maior porte, como gamos.

  • Lince 3

    Jacarandá: fêmea nascida em 2012, no Centro Nacional de Reprodução de Lince Ibérico, em Silves. Reconhecida pela sua cauda sem ponta preta, perdeu-a numa briga entre irmãos, ainda no CNRLI.

  • Lince 4

    Lítio:  macho nascido em 2014, no Centro Cria de El Acebuche, foi libertado no Vale Guadiana, próximo de Mértola, em 2015. Em 2016, depois da sua coleira deixar de emitir sinal, foi localizado em Huelva. Foi capturado e libertado, novamente, no Vale Guadiana. A nova coleira deixou de emitir sinal no início de 2017, tendo sido localizado na região do Algarve. Em maio de 2018, foi avistado próximo de Barcelona. Foi novamente capturado e libertado no Vale do Guadiana, onde se estabilizou junto a uma fêmea.

  • Lince 5

    Malva: fêmea nascida em 2015. Quando foi libertada, Malva assustou-se e trepou a um telhado. Ficou na chaminé durante uma semana, a ganhar fôlego para a próxima etapa da sua vida: a liberdade.

  • Lince 6

    Mundo: libertado em Espanha; vivia em Donãna.

    (Dados: https://territoriosdelince.pt)




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Lince-ibérico (Carlos Nunes – www.cnfoto.pt)

Lince-ibérico (Lynx pardinus): curiosidades

  • Em 2013, foi avistado um lince perto de Vila Nova de Milfondes.
  • Jacarandá e Katmandú foram os primeiros linces-ibérico a ser libertados, em Portugal.
  • Nossa: a primeira cria a nascer em liberdade, no  Vale do Guadiana.
  • A sua dieta baseia-se, quase totalmente, no coelho-bravo (é incapaz de se habituar a outros alementos). Os mais audazes conseguem, por vezes, caçar gamos.
  • Se se extinguir, será o primeiro felino a desaparecer da Terra desde o tigre-dentes-de-sabre, há mais de dez mil anos.
  • Para sobreviver, o lince-ibérico necessita de um coelho por dia. As fêmeas grávidas ou com filhotes necessitam de três coelhos/dia.
  • Época de reprodução: janeiro a julho, com um pico entre Janeiro e Fevereiro.
  • Época de nascimentos: março a abril.
  • Gestação: cerca de 2 meses.
  • Tamanho da ninhada: 2-3 crias.
  • Sobrevivência até à independência: 1-2 crias por fêmea.
  • Idade de independência: 7 a 10 meses.
  • Idade da primeira reprodução: fêmeas: primeiro inverno; machos: aos dois anos.
  • Longevidade: até 16 anos.




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Guida Brito
Author: Guida Brito

Apaixonada pelo Alentejo; escrevo-o de forma sentida e vivida. Abraço e acarinho a simplicidade e a pureza de ser dos meus avós e do meu Pai: é esse o Alentejo que vos conto; o que se esconde entre as flores da primavera e o cheiro das primeiras chuvas. Escrevo o ultimo reduto, o recanto por desbravar; o encanto da ancestralidade que permanece pura e proba no dourado da planície ou nos recortes do litoral. Escrevo: os poejos, a açorda, a janela, a soleira, o cata-vento, a chaminé, o rio, a primavera… escrevo gentes nobres; escrevo o banco da rua; escrevo as tabernas … escrevo lugares; escrevo a simplicidade; escrevo amor. AlentejoTurismo é um sonho; é um conto de uma história real contada no sentar ao fresco, na brandura das quentes noites de verão. AlentejoTurismo é transmissão de conhecimento que o orienta num Alentejo por desbravar. Com carinho. A autora: Guida Brito

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