• Linguiças alentejanas

    Técnicas ancestrais

Confeção das linguiças alentejanas; região de Castro Verde; Alentejo

Com água morna, lavam-se os paios e as linguiças- confeção das linguiças alentejanas; região de Castro Verde; Alentejo.

Linguiça Alentejana

É um dos produtos gastronómicos mais apreciados de Portugal. A sublimidade do seu sabor deve-se às técnicas ancestrais presentes na sua confeção.

Continuam a ser, meticulosamente, elaboradas na maioria das casas alentejanas. O seu saber foi transmitido de mãe para filha (uma vez que é uma tarefa quase exclusiva da mulher alentejana) e o seu início perdeu-se na memória dos tempos.



Confeção das linguiças alentejanas; região de Castro Verde; Alentejo

Ate as duas extremidades da linguiça – confeção das linguiças alentejanas; região de Castro Verde; Alentejo.

As linguiças alentejanas – o seu uso na gastronomia

Além de integrarem as entradas em quase todos os restaurantes do país, estão presentes e são responsáveis pela maravilhoso gosto desenvolvido no palato, aquando do deguste dos mais variados jantares e outros pratos gastronómicos do Alentejo.

Tal como o pão, a linguiça integra, sempre, a mesa alentejana e contribui, de forma ímpar, no prazeiroso deleite da cozinha alentejana.

O AlentejoTurismo foi ver como se fazem as linguiças: Maria Adelina Simões e Maria Augusta Miranda, as nossas mestras, abriram-nos a porta de casa e contaram-nos tudo.



  • Ponto 1

    No final do verão, confeciona-se a massa de pimentão; é conservada em frascos de vidro, sem corantes, nem conservantes ( mais uma vez, as técnicas ancestrais, passadas de forma oral ao longo das gerações, justificam a qualidade máxima da gastronomia alentejana).

  • Ponto 2

    No dia da matança do porco (realiza-se no inverno), lavam-se as tripas do porco, em barrancos ou ribeiras (correntes de água ). Reservam-se em laranja e sal, em sítio fresco.

  • Ponto 3

    Pica-se a carne.

  • Ponto 4

    Tempera-se com sal, massa de pimentão, colorau, alho e um pouco de água.

  • Ponto 5

    Reserva-se durante 3 ou 4 dias, em alguidar de barro; todos os dias é amassada e provada. Para a prova, a carne é frita ou grelhada. Da fritura desta carne, faz-se a banha vermelha que se consome barrando o pão (divinal – garanto eu). Do alguidar das carnes das linguiças, surgiu outro, não menos famoso, prato típico da região do Alentejo: carne de porco à alentejana (elaborado com ameijoas).

  • Ponto 6

    Fazem-se as linguiças, os paios (elaborados com a mesma carne) e as chouriças (cujo preparo, difere devido à utilização do sangue do porco).

  • Ponto 7

    Lavam-se, em água morna, e são colocadas nos varais (troncos de árvores, arranjados para o efeito).

  • Ponto 8

    As linguiças e os outros enchidos são colocados no alto da chaminé, durante 8 dias. Todos os dias, ali, se faz fogo (não pode ser muito forte) para fumar os enchidos (linguiças, paios e chouriças).

  • Ponto 9

    Retiram-se do varal. Conservam-se na banha (gordura do porco derretida) ou no azeite.






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Guida Brito
Author: Guida Brito

Apaixonada pelo Alentejo; escrevo-o de forma sentida e vivida. Abraço e acarinho a simplicidade e a pureza de ser dos meus avós e do meu Pai: é esse o Alentejo que vos conto; o que se esconde entre as flores da primavera e o cheiro das primeiras chuvas. Escrevo o ultimo reduto, o recanto por desbravar; o encanto da ancestralidade que permanece pura e proba no dourado da planície ou nos recortes do litoral. Escrevo: os poejos, a açorda, a janela, a soleira, o cata-vento, a chaminé, o rio, a primavera… escrevo gentes nobres; escrevo o banco da rua; escrevo as tabernas … escrevo lugares; escrevo a simplicidade; escrevo amor. AlentejoTurismo é um sonho; é um conto de uma história real contada no sentar ao fresco, na brandura das quentes noites de verão. AlentejoTurismo é transmissão de conhecimento que o orienta num Alentejo por desbravar. Com carinho. A autora: Guida Brito

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