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Maria Vitória Nobre mostrou-nos a povoação - Grandaços – Ourique - Alentejo

Maria Vitória Nobre

Maria Vitória Nobre – a pureza que é ponto assente das gentes, por terras do Alentejo. A escritora e artesã apresentou-nos os Grandaços.

Alcarias – capital dos cata-ventos – concelho de Ourique

Ana Vaz

Ana Vaz comprou uma casa em Alcarias e decidiu ali criar uma biblioteca. O ato atraiu crianças e é centro de convívio, leitura e cante dos 20 habitantes.

Paragem de autocarro

Mil e uma razões para visitar o Alentejo

Não há outro lugar no Mundo em que tudo faça sentido e o belo seja uma permanente carícia ao olhar.

Homens com manta e balsa.

“Cante”

O “Cante”  Alentejano,  uma das mais importantes tradições portuguesas, é Património Imaterial da Humanidade da UNESCO.

Um património coletivo que nos transporta à forma simples mas grandiosa do ser alentejano.

Rebanho debaixo de azinheira

A mudança de pasto das ovelhas

No Alentejo, a surpresa espreita os sentidos. A mudança de pasto das ovelhas é um momento único: há sorrisos, despertados pela pureza desta terra doce, integra, proba.
Param-se os carros; abrem-se cancelas; e lá vão as ovelhas, umas atrás das outras, colorindo, com o seu nobre tom, e quebrando a inexistente monotonia da paisagem.

Homens com trajes na rua a levar mantas de lã de ovelha - Ganhões

“Os Ganhões”

Exalam Alentejo; transpiram ternura; dão voz à planície. O leve embalar dos trigueirais harmoniza-lhe os passos e o levante dá vida à sua voz.

O Cante alentejano, considerado Património Cultural Imaterial da Humanidade- UNESCO, flui honesto e sentido a cada som provindo deste grupo.

Saias, sapatos e meias

“As Papoilas” d’A-de-Corvo

São lindas; transportam no chapéu uma papoila; de braço dado, correm devagar, com passos graciosos, as ruas e ruelas- petrificando os ouvintes com o encanto do seu canto. Não há palavras que as descrevam na exatidão da sua beleza.

Homens com guitarra campaniça. no palco.

Trio campaniça

É impossível não amar: num afeto sorridente (brincalhão e atrevido) escrevem as memórias dos mais velhos no presente de uma juventude que as orgulha e gosta; aferindo-lhe o anseio do saber e muito mais. Pela mão do seu mentor (Pedro Mestre) recuperam tudo o que distingue, ao longo dos tempos, o Ser alentejano do Ser de qualquer outro lugar do mundo.

Homens a beber, comer e cantar.

Cante ao baldão

Com desculpas” esfarrapadas” (“estou rouco”; “constipado”; “se calhar até nem canto”… ) e tossindo entre o pigarreio, os homens (Mariana- antiga taberneira- é a única mulher que se senta à mesa e integra o cante) vão-se ajeitando em volta de uma mesa.