• Arquitetura alentejana

    Ser Alentejano

Idosos sentados num banco

No Alentejo, é preciso ser atento; é preciso integrar um ambiente singular em que as gentes são parte do património arquitetónico.

A traça do branco caiado e  bordado, com barras de cores ocre e azul, são comuns por todo o Alentejo;  a arquitetura alentejana vai muito além do casario popular ou do também existente casario senhorial.

No Alentejo, é preciso ser atento; é preciso integrar um ambiente singular em que as gentes são parte do património arquitetónico: proliferam pelas ruas, na frente das casas ou debaixo das laranjeiras, os bancos onde, num afeto mesclado de curiosidade alheia, se quebra a solidão da vizinha; o varrer e o lavar das ruas é pratica comum dos habitantes; o caiar das casas; os trabalhos nos quintais…

Uma imensidão de formas de ser que se conjugam numa riqueza única e fazem deste local: o último paraíso do velho continente.

O Largo Marquês de Pombal data do séc. XVIII; de inspiração marcadamente iluminista, relembra a baixa Lisboeta. É o centro da povoação; apresenta uma configuração quadrada, rodeada de casas típicas: alegres e coloridas. É aqui que se inicia a manhã e termina o dia, em época balnear.

Além de um património já conhecido e difundido (Évora, Beja, Monsaraz, Evoramonte, Porto Covo, Redondo, Elvas, Marvão, Santa Susana, Alcácer do Sal, Viana do Castelo, Castelo de Vide…) existe um outro, quase esquecido, que requer uma visita obrigatória.

Falo de pequenas povoações (Geraldos, Guerreiro, Santa Bárbara, Casével, Santa Catarina de Sitimos… meros exemplos do muito que há por descobrir); desenvolveram-se no meio de nenhures e, geralmente, são designadas por montes (sendo que Monte é menos que aldeia; pode englobar uma ou muitas casas; isola-se de tudo e ninguém os percebe muito bem; resistem aos tempos que o tempo é tudo o que têm).

Rua típica do Alentejo

Além de um património já conhecido e difundido (Évora, Beja, Monsaraz, Evoramonte, Porto Covo, Redondo, Elvas, Marvão, Santa Susana, Alcácer do Sal, Viana do Castelo, Castelo de Vide…) existe um outro, quase esquecido, que requer uma visita obrigatória.

Com uma paisagem pouco acidentada, de vegetação parca mas em constante mutação de cores ao longo do ano, estes povoados destacam-se da paisagem pela brancura da cal e pelo colorido dos elementos decorativos.

As suas gentes vestem-se de uma simbiose perfeita com o meio que as rodeia: técnicas ancestrais e hábitos seculares colocam estes locais no topo de uma viagem pelo Alentejo.

Proliferam elementos decorativos no rodapés das casas e molduras das janelas; em tempos que já lá vão, misturavam-se os pigmentos com a cal; com este colorido pintavam-se as barras das casas e a parte superior da cozinha- evitava o negrume causado pelo fumo da fogueira; a parte inferior, como sabem, era caiada a branco no madrugar de todos os dias.

Imperdível

  • Proliferam elementos decorativos  no rodapés das casas e molduras das janelas; em tempos que já lá vão, misturavam-se os pigmentos com a cal; com este  colorido pintavam-se as barras das casas e a parte superior da cozinha- evitava o negrume causado pelo fumo da fogueira; a parte inferior, como sabem, era caiada a branco no madrugar de todos os dias;
  • na arquitetura rural, as casas são possuem um piso térreo e são construídas em taipa (mistura de barros com plantas secas);  o caiado deixa antever, através da sua grossura, as inúmeras “demãos” a que foram sujeitas; as paredes são muito grossas e com poucas (ou nenhumas) janelas- conservando, facilmente, a frescura no verão e o calor no inverno;
  • na entrada das casas: as varandas (pátios) e o célebre pé de videira que sombreia a área da porta;
  • as chaminés (cilíndricas, quadradas ou retangulares) são comuns; as suas dimensões são variadas, é vulgar encontrar exemplares de grandes dimensões; é o lugar mais importante da casa alentejana- é por debaixo da sua abóbada que as famílias se reúnem e onde, ainda, se curam os enchidos; muitas são adornadas com cata-ventos ( verdadeiras obras de arte);
  • muitas casas possuem a entrada da casa diretamente para a cozinha- o local mais importante da casa alentejana;
  •  fornos do pão;
  •  portas
  • batentes de portas;
  • poços públicos de abastecimento de água;
  • fontes de água;
  • lavadouros públicos;
  • os vasos (peças de arte da imaginação da mulher alentejana) de flores nas entradas das casas;
  • os  tanques de água;
  • os beirais dos telhados;
  • a azulejaria;
  • as pontes;
  • as igrejas e as ermidas;
  • os castelos;
  • a calçada; …




Cante

Homens com traje

” Os Cardadores da Sete” (grupo coral de cante alentejano)- “Branco ou tinto? Cheio!”

O “Cante”  Alentejano,  uma das mais importantes tradições portuguesas, é Património Imaterial da Humanidade da UNESCO.



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Author: Guida Brito

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